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INSTITUIÇÃO QUE ATUA EM ITIÚBA É SUSPEITA DE FRAUDE EM SÃO PAULO

A ONG Lar Santa Maria, fechou mais uma unidade, desta feita a cidade de Cotia em São Paulo ficou sem a instituição que atuou durante anos na localidade, atendendo a centenas de jovens.
E foi justamente por esse fechamento que veio a tona, uma possível irregularidade no fechamento de outra unidade, na cidade de São Caetano do Sul.
Segundo relato de uma ex dirigente da instituição o terreno que pertencia a ONG foi vendido por apenas R$:1.000 (Mil reais), sendo que o valor do referido terreno era algo em torno de 400.000 (Quatrocentos mil reais), terreno esse que foi vendido para um empresa privada, sendo que o imóvel não poderia ser vendido e sim doado para outra instituição sem fins lucrativos, ou caso fosse vendido, o dinheiro fosse revertido para as crianças carentes da localidade, coisa que segundo a ex dirigente não aconteceu.
Na época em que a suposta transação irregular aconteceu, a ex dirigente Maria Teresa Teorganiza Vicente, foi destituída do cargo, segundo ela por questionar a possível irregularidade e ainda sofreu um processo por calunia, processo que foi arquivado, segundo ela pelo fato de ter entrado com um processo criminal contra a atual dirigente Srª Mercedes e está não ter comparecido a nenhuma das audiências marcadas ao longo dos ultimo 3 anos.A ex dirigente alega que só está trazendo o caso a tona devido ao fechamento da instituição que atuava em Cotia São Paulo ter sido fechada e a mesma transação do terreno pertencente a ONG estar sendo negociado na mesma forma que no anterior.

Veja a integra do depoimento de Maria Teresa Teorganiza Vicente:

Por longos anos, o Lar Santa Maria teve atuação na cidade de Cotia, onde desenvolveu inúmeros projetos sociais, de grande importância à comunidade local. Sua sede é invejavelmente bem estruturada em uma chácara de 5 alqueires, fruto de anos de dedicação de muitos colaboradores, alguns de uma vida inteira, como o caso da família Garnes Vicente, esta situada numa área hoje de grande especulação imobiliária.
Em 2013, quando começou a ser arquitetado o encerramento aparentemente injustificado do Lar Santa Maria em Cotia, uma pessoa, comprometida com as obras, a importância e o potencial que a instituição representava se opôs. Seu preço? Foi expulsa da instituição que presidia, e a qual viu a dedicação da vida inteira de sua família. O pretexto foram supostas difamações acerca de movimento semelhante havido em transação duvidosa dos imóveis da antiga sede em São Caetano do Sul.
A transação duvidosa consistiu na venda, por R$ 1.000 ,00 cada, de 2 imóveis que sediavam a instituição em SCS, à Igreja Católica (Cúria de Santo André) e em que hoje encontra-se uma empresa comercial, no valor aproximado de R$ 400 mil cada um. Quando da deliberação de encerramento das atividades naquela cidade, a Diretoria da época, comprometida com o prosseguimento de obras sociais do local, definiu que a área não poderia ser doada para outros fins, e que acaso vendida, teria a receita vertida em benefício de crianças que então lá viviam e eram assistidas...Bem, os imóveis não foram doados para outra instituição para prosseguimento de atividades sociais locais, e o fruto da venda, certamente não foi vertido para o futuro das crianças que ali viviam.
E por levantar esses questionamentos, foi convocada uma Assembleia para a destituição da presidente, Maria Teresa Teorganiza Vicente. O que se sucedeu, entretanto, foi um circo pirotécnico, com direito a comparecimento de dezenas de pessoas sem nenhuma ligação direta com as atividades do Lar, cinegrafistas e até impedimento de votação por pessoas que colaboraram por décadas com a instituição. Uma assembleia que fora convocada somente para destituição da presidência, culminou com sua expulsão, sem direito de defesa (vez que a assembleia não fora convocada para tanto), e pior, com a imediata eleição de uma nova presidência, cuja votação também não fora convocada. Uma manobra jurídica travestida de legal, mas ilegítima, digna dos fascistas que perseguiram toda uma geração de imigrantes que para cá vieram, dentre eles a colônia espanhola que fundou o lar Santa Maria.
Na oportunidade, tomei a palavra e alertei que toda aquela farsa escondia, na verdade, a grande intenção de encerramento das atividades e desfazimento do patrimônio de Cotia. A sátira de uma assembleia que se pretendia ser defensor de uma instituição, cujos verdadeiros desígnios eram o encerramento de suas atividades. E eis que, 3 anos depois, o encerramento se concretiza... Pergunto-me onde andam aqueles dezenas de aguerridos defensores da moral de uma instituição, e que hoje encerra suas atividades e paralisa o sonho e todas as realizações de seus idealizadores. Após a fatídica assembleia, seria o caso de buscar sua anulação, o que seria deferida judicialmente em poucos dias. Recomendei à Teresa que não.
Diz um ditado chinês que não adianta chorar pelo vaso quebrado, quando todas as forças do mundo se uniram para destrui-lo. Que essas forças hoje, possam tentar dormir com a responsabilidade da conivência com a interrupção de um sonho, que foi construído e sonhado por muitos.
Quanto à suposta venda duvidosa, permanecera duvidosa. Após 2 processos crimes, um movido contra Teresa por calunia, e outro movido por ela contra a diretoria que promoveu sua expulsão, ambos os processos foram extintos em razão da não localização da Sra Mercedes, por 3 anos, para que pudesse esclarecer a verdade dos fatos. Se houve ou não desvio de finalidade na transação dos imóveis de SCS, se por culpa ou por dolo, infelizmente, fomos privados desses esclarecimentos. Cada um tire suas conclusões, assim como em relação aos verdadeiros motivos que levaram à expulsão de Teresa, e também do triste encerramento das atividades do Lar em Cotia.


Portal Itiúba.Net - com informações do Espaço Aberto.Net.

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