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Morre no Rio aos 66 anos o ator José Wilker

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RIO – O ator, diretor e crítico de cinema José Wilker morreu neste sábado, aos 66 anos. De acordo com as primeiras notícias, ele teve um infarte fulminante em casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, conforme adiantou a coluna de Ancelmo Gois.
Um dos artistas mais atuantes da televisão e do cinema brasileiros, Wilker pôde ser visto recentemente na novela “Amor à vida” como o médico Herbert.
O ator deixa três filhas.
Cearense de Juazeiro do Norte, teve seu primeiro trabalho de destaque no filme “Bye Bye Brasil”, em 1979, apesar de ter feito seu primeiro papel no cinema no filme “A falecida”, de 1965.
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José Wilker Almeida foi morar em Recife aos 13 anos. Na capital de Pernambuco, trabalhou como radialista e começou sua celebrada e extensa carreira de ator.
Membro da Juventude Comunista, fazia peças de teatro no sertão pernambucano com outros jovens do partido nas quais difundiam as ideias do pedagogo Paulo Freire. Sua estreia profissional aconteceu com o espetáculo “Julgamento em Novo Sol” (1962).

Em 1963, José Wilker mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou interpretação com o cineasta sueco Arne Sucksdorff. Dois anos depois ele trabalhou em seu primeiro filme fazendo uma ponta em “A Falecida” (1965), também o primeiro longa de Fernanda Montenegro.
Em 1967, se sentiu cansado do teatro e começou a estudar sociologia. Porém, abandonou o curso da Pontifícia Universidade Católica e voltou a dedicar-se à dramaturgia. Iniciou então sua história de apresentações marcantes com a peça “O Arquiteto e o Imperador da Assíria” (1970), que lhe rendeu seu primeiro Prêmio Molière de Melhor Ator.
No ano seguinte, Wilker estreou na Rede Globo no programa “Caso Especial”. A partir daí foram dezenas de trabalhos na emissora, tanto como ator quanto como diretor. Só novelas foram 29.
Em 1972, Wilker pediu demissão da Globo após o diretor da novela em que trabalhava, “O Bofe”, ser substituído devido à baixa audiência. Seu personagem morreu com um ataque de riso, mas um ano depois lá estava o ator novamente fazendo “Cavalo de Aço”.
Após atuar e dirigir a novela “Transas e Caretas” (1985), o ator encarnou o personagem que mais marcou sua carreira na TV: Roque Santeiro, na novela de mesmo nome. Sátira política com crítica religiosa, o folhetim bateu recordes de audiência.
Na esteira do sucesso de “Roque Santeiro”, José Wilker foi para a Manchete, onde atuou e dirigiu duas novelas na sequência, e voltou para a Globo. Na emissora carioca, o ator também dirigiu o humorístico “Sai de Baixo” desde a sua estreia, em 1996.
Em 2002, viveu o seu primeiro personagem homossexual na televisão em “Desejos de mulher”. Quatro anos depois, Wilker deu vida ao presidente Juscelino Kubitschek na minissérie “JK”.
No cinema, o ator conheceu o sucesso ao interpretar Vadinho em “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976). O filme manteve o troféu de maior bilheteria do cinema nacional até 2010, quando perdeu o posto para “Tropa de Elite 2”.
Entre os 49 longas em que atuou, o ator participou de filmes marcantes como “Xica da Silva” (1976), “Bye Bye Brasil” (1979), “O homem da capa preta” (1986) e “Guerra de Canudos” (1997).
Amante do sétima arte, tem milhares de filmes em casa. Desde 1995, apresenta o quadro “Papos de cinema” no programa “Cineview”, do Telecine Premium, onde também comenta a cerimônia de entrega do Oscar.
O incansável José Wilker também já trabalhou como presidente da Riofilme, da Prefeitura do Rio, e como colunista de cinema. Como se não fosse o suficiente, em 2010 se lançou como autor com “Este Não é um Livro Sobre Cinema”.
Com informações de O Globo e IG Gente

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